sábado, 15 de agosto de 2009
Esse lugar é uma antecipação. De que? De algo que se carrega, que se compõe a partir do diverso exterior e heterogêneo, que pulsa, que movimenta e que alarga. Nesse lugar, um Odradek, diversos fios colados, cheios de nós, um carretel, diversos fragmentos desse exterior que me encontram e que ficam e se copõem com o que já está. É por isso que aqui vou falar desse movimento vindouro e do que ele produzir em mim.
Naturalmente ninguém perderia tempo em tais estudos se não existisse realmente um ser chamado Odradek. Seu aspecto é o de um carretel de linha, achatado e em forma de estrela, e a verdade é que se parece feito de linha, mas de pedaços de linha, cortados, velhos, emaranhados e cheios de nós, de todos os tipos e cores diferentes. Não é apenas um carretel; do centro da estrela sai uma hastezinha e nesta se articula outra em ângulo reto. Com a ajuda desta última de um lado e um dos raios da estrela do outro, o conjunto pode ficar em pé como se tivesse duas pernas.
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