quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ogni monade è uno specchio dell'universo secondo il suo punto di vista

"E così come una medesima città, se guardata da punti di vista differenti, appare sempre diversa ed è come moltiplicata prospetticamente, allo stesso modo, per via della moltitudine infinita delle sostanze semplici, ci sono come altrettanti universi differenti, i quali tuttavia sono soltanto le prospettive di un unico universo secondo il differente punto di vista di ciascuna monade" (Leibniz - Monadologia -a cura di Salvatore Cariati - Bompiani testi a fronte, pag. 85).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Trento, Itália

Conforme relatório de Paganella, Itália. Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009 19:55 Local Time (Terça-feira, 18:55 GMT)

-6°C

Tempo bom
Sensação de -13°C


http://br.weather.com/weather/local/ITXX0078?x=0&y=0
"...é preciso homens que tenham uma fé sólida e sejam firmes nas tempestades "como uma torre que não se inclina nunca sob o sopro dos ventos". Existe mesmo um jornal anarquista que, inspirando-se nessa necessidade, chama-se "Fede". Trata-se, contudo, de um outro sentido do termo. Neste caso, a palavra fé é tomada no sentido de firme vontade e esperança apaixonada..." MALATESTA, Textos escolhidos, p.47.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

retomo: quero que este seja um blog de viagem!
aqui tento me colocar de frente ao partir, estar já no movimento que se faz meio que sem mim e nos meus descuidos. mas não faz sentido estar partindo. nenhum sentido. não reverbera em mim partir, exceto raramente, por alguns instantes. quero dizer é que é estranho demais antecipar movimento. que é estranho demais antecipar-se na partida, adiantar-se. porque se parte partindo. e não se adiantando em relação à partida. falta menos de um mês agora. eu queria usar esse espaço como um carretel -- rocchetto -- cujo fio se desenrola sobre os meus percursos. mas como é que vou fazer isso por antecipação? nem sei se tem algum sentido usar isso assim.
no mais, não preparei nada, nem do essencial nem do superfluo. me sinto meio que deixando correr o tempo, na espera do susto da partida: eu sei que esperar o susto é paradoxal, mas é por aí. algo como esperar aquele momento em que me vejo sem volta breve. e vou indo assim, latente.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

a coisa que eu tenho e me tem.
a coisa: é como um carretel de linha em formato de estrela. se parece feito de linha, mas de pedaços de linha, cortados, velhos, emaranhados e cheios de nós, de todos os tipos e cores diferentes.

domingo, 13 de dezembro de 2009

cazzo! nada espera por nada, e tudo quer se viver junto, em mil nós, tensões, simultaneamente. cada coisa puxa outra e outra e outra, e várias puxam várias em trezentas direções.

domingo, 29 de novembro de 2009

"para onde vai você? de onde você vem? aonde quer chegar? são questões inúteis. fazer tabula rasa, partir ou repartir do zero, buscar um começo, ou um fundamento, implicam uma falsa concepção da viagem e do movimento (metódico, pedgagógico, iniciático, simbólico...)"
mil platôs 1, rizoma, p.36
temporando, aconteço a partida. tempo muda, vento muda.
falta nada quase e nada me prende, como também nada me captura. já estou pairando, sobre as coisas, fora delas, desprendido, descolado. aos poucos. alguma sensação no estômago me vem quando penso que estou indo que isso é um movimento que já é maior que eu. olho algumas situações com um ar de despedida, vejo nelas despedidas. olho as coisas, as minha coisas, e percebo que nem são tão minhas, e que delas pouco ou nada vou ou posso carregar. as coisas são prisões, os carinhos são prisões, os nomes são prisões, os passados, os armários, os quartos, os cômodos, as caligrafias, as línguas, os livros, as famílias, os percursos estabelecidos, os lugares organizados dos objetos, as estantes, os tapetes, as camas, esse teclado, os cães, as mães, os pais, as irmãs, as calçadas, a árvore e o sussurro calmo dela em frente a minha janela, a minha janela, a porta, os vizinhos, as coisas de infância, as fotos. nisso tudo me acomodo, cavo lugares, invento abrigos, postos onde posso estar calmo, estar apaziguado mesmo quando perturbado, mas apaziguado na repetição, no mesmo. em tudo isso um conforto, que se faz a custo de um distanciamento, de mediações quase infinitas entre o "eu" e o estar mesmo no mundo. conforto absoluto. trajetórias que antevejo nesse conforto do plano realizável. isso tudo me prende, não porque eu queira, mas porque é da forma de ser disso tudo prender. mas penso que tudo isso está ficando. e que já estou pairando, amando também essas coisas, mas deslizando por entre elas. e indo. é como se eu não tivesse mais que organizar nada, ou que escolher o que é lixo ou o que jogo fora ou o que coloco em qual ou tal lugar. porque nada ou quase pode ser leve e pairar junto comigo. aliás, o movimento é já por si, autônomo: eu sou pairado por ele. (isso me lembra que às vezes, à noite, sentava num banquinho de minha rua olhando a luz nas árvores e pensando como Uma vida é autônoma, independente, de como ela vai e vai e corre escorre e vive por caminhos que nem sabemos). no fim, não posso carregar. meu objetivo - aliás, o objetivo do meu movimento é uma leveza nunca antes vivida em mim. nisso, todo peso é perverso. por isso, me desprendo concreta e metaforicamente das minhas coisas-rotinas-trajetórias e futuros já determinados e pré-estabelecidos. a sensação de zero, de nada carregar. é o que me pede o movimento... será possível?

sábado, 15 de agosto de 2009

Esse lugar é uma antecipação. De que? De algo que se carrega, que se compõe a partir do diverso exterior e heterogêneo, que pulsa, que movimenta e que alarga. Nesse lugar, um Odradek, diversos fios colados, cheios de nós, um carretel, diversos fragmentos desse exterior que me encontram e que ficam e se copõem com o que já está. É por isso que aqui vou falar desse movimento vindouro e do que ele produzir em mim.
Naturalmente ninguém perderia tempo em tais estudos se não existisse realmente um ser chamado Odradek. Seu aspecto é o de um carretel de linha, achatado e em forma de estrela, e a verdade é que se parece feito de linha, mas de pedaços de linha, cortados, velhos, emaranhados e cheios de nós, de todos os tipos e cores diferentes. Não é apenas um carretel; do centro da estrela sai uma hastezinha e nesta se articula outra em ângulo reto. Com a ajuda desta última de um lado e um dos raios da estrela do outro, o conjunto pode ficar em pé como se tivesse duas pernas.